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Reabilitação

Casa 29

Espinho · 2011

Uma ruína no gaveto entre a Rua 29 e a Rua 16: as fachadas mantidas na íntegra, e tudo o que é novo em cobre, sem disfarce.

CONCEITO & OBJETIVO

Casa 29

Reabilitação · 2011

Um gaveto entre a Rua 29 e a Rua 16, em Espinho. Uma casa em ruína que não ocupava a totalidade do terreno, com a fachada principal virada a nascente e, à sua frente, o jardim que antecede a Igreja Matriz. A norte, o então quartel dos bombeiros.

O que ali estava de mais interessante eram as fachadas: um desenho único, rigoroso, clássico. Recuperá-las integralmente foi a premissa de que não abdicámos - teria sido um crime mexer nos vãos, nas janelas ou no revestimento em azulejo, que recuperámos.

O problema estava do outro lado. O proprietário queria uma casa com mais do dobro da área existente, com salas de grande dimensão para receber a família, um salão multiusos e um rooftop. Havia ainda que colmatar a empena cega a norte e manter a relação com dois lados de rua de carácter distinto.

A decisão foi não imitar. Tudo o que acrescentámos é radicalmente diferente do que estava: um corte assumido, em cobre, que funciona como moldura a abraçar as duas fachadas antigas. A porta é quase não identificável e o volume novo lê-se fechado, sem denunciar os vãos. No topo, um rooftop com iluminação e vista de trezentos e sessenta graus, ligado diretamente a um espaço de escritório e estar.

O interior seguiu o caminho inverso do exterior: simplicidade nas cores e nos materiais, e o vocabulário clássico da casa portuguesa - soalhos, tetos, carpintarias, pedra e madeira.

Mais de uma década depois, o projeto já teve gerações diferentes a viver nele.